Greve no <i>INEM</i>
Foi agendada, pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e a Associação Portuguesa de Enfermeiros da Emergência Pré-hospitalar, uma greve de 24 horas, para o dia 25, porque poderá ficar em causa a operacionalidade do dispositivo criado no INEM, com a iminência do regresso de muitos trabalhadores com aquelas competências às suas instituições de origem.
Em conferência de imprensa conjunta, no dia 12, a greve foi justificada porque «dos cerca de 120 enfermeiros a exercer funções permanentes nos serviços e meios do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), apenas 80 estão vinculados ao mapa de pessoal». Os restantes 40, «estão vinculados a hospitais e encontram-se a exercer funções permanentes no INEM, numa modalidade de mobilidade geral». Daqui resulta uma enorme precariedade e é desrespeitado o limite temporalmente definido na modalidade de mobilidade geral daqueles trabalhadores, havendo alguns em regime de sub-contratação através de empresas privadas, a «recibos verdes», nas delegações de Lisboa e do Algarve, recordaram as organizações representativas destes enfermeiros.
As mesmas salientaram que, em Março de 2009, «o INEM abriu o primeiro concurso para 80 enfermeiros que, apesar de finalizado em Junho, nunca foi concluído».
O coordenador do SEP, José Carlos Martins, revelou a falta de mais de 30 enfermeiros nos mapas de pessoal das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) e que, por isso, foi necessário os enfermeiros do INEM terem cumprido, só em 2009, cerca de 60 mil horas extraordinárias, para assegurar todo o dispositivo.
Com o propósito de resolver este problema, ocorreu, a 9 de Dezembro, uma reunião entre representantes do SEP, do Ministério da Saúde e do INEM, «onde foram assumidos compromissos que nunca se concretizaram», acusaram os convocantes da greve, recordando como, na altura, o Ministério da Saúde se comprometeu a resolver os problemas relativos à precariedade dos sub-contratados, aos mapas de pessoal e ao dispositivo de socorro pré-hospitalar.
A greve será também um protesto contra os cinco meses de salários devidos aos enfermeiros dos helicópteros e contra a intenção de substituir os enfermeiros do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) por técnicos de emergência médica, «numa eventual lógica meramente economicista».
Em conferência de imprensa conjunta, no dia 12, a greve foi justificada porque «dos cerca de 120 enfermeiros a exercer funções permanentes nos serviços e meios do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), apenas 80 estão vinculados ao mapa de pessoal». Os restantes 40, «estão vinculados a hospitais e encontram-se a exercer funções permanentes no INEM, numa modalidade de mobilidade geral». Daqui resulta uma enorme precariedade e é desrespeitado o limite temporalmente definido na modalidade de mobilidade geral daqueles trabalhadores, havendo alguns em regime de sub-contratação através de empresas privadas, a «recibos verdes», nas delegações de Lisboa e do Algarve, recordaram as organizações representativas destes enfermeiros.
As mesmas salientaram que, em Março de 2009, «o INEM abriu o primeiro concurso para 80 enfermeiros que, apesar de finalizado em Junho, nunca foi concluído».
O coordenador do SEP, José Carlos Martins, revelou a falta de mais de 30 enfermeiros nos mapas de pessoal das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) e que, por isso, foi necessário os enfermeiros do INEM terem cumprido, só em 2009, cerca de 60 mil horas extraordinárias, para assegurar todo o dispositivo.
Com o propósito de resolver este problema, ocorreu, a 9 de Dezembro, uma reunião entre representantes do SEP, do Ministério da Saúde e do INEM, «onde foram assumidos compromissos que nunca se concretizaram», acusaram os convocantes da greve, recordando como, na altura, o Ministério da Saúde se comprometeu a resolver os problemas relativos à precariedade dos sub-contratados, aos mapas de pessoal e ao dispositivo de socorro pré-hospitalar.
A greve será também um protesto contra os cinco meses de salários devidos aos enfermeiros dos helicópteros e contra a intenção de substituir os enfermeiros do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) por técnicos de emergência médica, «numa eventual lógica meramente economicista».